Há de fazer-me bem.
Talvez, pela rigidez das minhas atitudes, eu tentasse recusar uma gratidão que pensasse não merecer de todo. Bobagem: não seria por causa daqueles que se lhe parecem obedientes, e eu teria dito de imediato a Verdade. Em vez disso, disse apenas:
------- Grato. Grato. Os senhores são de fato gentlemans. Ficarei em contato com vocês. Há de fazer-me bem.
------ Eloquente ----- diziam eles ------ mas a respeito de quê (?) ----, ninguém o sabia.
No intervalo havia a desculpa da loucura.Toda uma nação, talvez a totalidade da sociedade civilizada, estava à procura do estado sem culpa da loucura, o privilegiado, o quase aristocrático estado de loucura.
Poder-se-ia condensar isso tudo em duas ou três frases?
SIM: eis uma das minhas últimas tentativas:
''Em algum lugar ele duvidava da capacidade daqueles judeus para o primitivismo erótico romano vodu''.
Post Scriptum
Anos atrás tive uma troca de opiniões nesse sentido; falou-se de polêmica e perigo quando na verdade se tratava apenas da mais indulgente e desinteressada tentativa de diálogo à distância, coisa muito diferente de uma polêmica sensacionalista, já que essa é quase sempre agressiva como bem indica a própria raiz do termo ''polêmica''. Essas experiências me deixaram uma lembrança amarga, não por elas em si mas pela tendência geral dos colegas e leitoras a considerá-las como lutas de doze rounds ou duelos com o sabre na mão. É por isso que mais de uma vez preferi deixar passar diversos comentários insidiosos, provocações, calúnias e tergiversações, entendendo que eram produtos do ressentimento alheio ou do antagonismo social, espiritual ou ideológico, e que todas essas intrigas acabariam se afogando em seu próprio atoleiro como aconteceu em todos os casos parecidos.
El tonto quiere ganar algo cada dia...
Por eso dice Lao Tse que el tonto quiere ganar algo cada día (quiere “¡crecer!”, eso es ambición, número, egoísmo, querer separarse y encerrarse, y es por miedo, que es por ignorancia, que es fallas de la percepción).
Y en cambio el sabio busca perder algo cada día (liberarse del encierro hecho de manías, caprichos, antojos, teorías, paradigmas, ideas, ideales, modas, costumbres, neurosis, miedos – el miedo es tontería, la sabiduría es precaución - preocupaciones, angustias, disgustos, recuerdos obsesivos - también hay recuerdos útiles y buenos – todas esas cosas están muy relacionadas, tienen el mismo estilo).
KM
Aquele beijo era como um gotejamento de planetas em volta de uma estrela, gotas como dentes, planetas com olhos, espessos olhos d´água rodando na crista de uma onda, desfazendo as costuras da alma no ar, até tornar-se um primordial ruído de carnes, um pegamento levantando-se das águas, entre respirações aceleradas. Fora do beijo, um mundo novamente adaptado à vista, o tom suave dela, as pálpebras fechadas, ainda em sombra. O mais feminino nela, sua visão alterada do momento, entrelaçado mecanismo, lirismo e evasão.
A casa está silenciosa demais, a televisão nunca mais foi ligada, e há meses que não lemos livros, apenas jornais. Enquanto ela medita eu escrevo, divago. A paisagem do rosto dela é como um ''re-trato'', a única coisa que se mexe nela é o ar que sai de suas narinas. Há uma verdadeira yoga boiando no brilho de seus olhos.
---- Voce é um meditante que passou do ponto, K(.) , ela disse, com uma voz mais velha agora. Estava suando, de alguma ginástica que destinou aos seus seios uma medida de fruta, e transformou seu corpo cansado num repouso de meditação aeróbica. Fermento de linhas anatômicas próximas do meu corpo, numa extensão vigiada pelo ar da boca e do nariz.
Lirismo e evasão.
Quale lingua parleremo?
Antipodi a paralleli ---
no sono mai riusciti a
soddisfarci. Eppur ci
muove sempre un
desiderio di felicitá,
consiztenza. Ora(!),
parlo per circuscrivermi.
Ela me escutava, mas agora com a indiferença de um gravador esquecido no sofá, uma inércia tolerante, que ao tornar-se vertiginosa ela respondeu rindo, permitindo que eu continuasse. Envolvia-me com um olhar de soslaio que cortava todo meu corpo com uma oblíqua, dos pés à cabeça, recolhendo em tangente toda a geometria interna da minha atitude. Causticava-a o fogo de uma irônica desconfiança, mas eu não tinha vontade de correr para um buraco, tinha dominado aquelas palavras e minérios o bastante para imprimir à sensação e à abordagem que imprimia ao assunto uma qualidade de pintura chinesa, algo que revivia em mim e nela a idéia de que estávamos quase acordando quando sonhávamos que estávamos sonhando. Assim, o prazer sensual assumia a importância que de fato tinha, na rede interrogativa da galáxia --- seus efeitos tântricos e psíquicos na matéria inerte do mundo esperando o golpe ritual da metaforfose, o impacto mesmo da INTERROGAÇÃO.
Passagem de lance-limite econômico pelo conflito?
Nosso olhar incide diretamente, identificando muita coisa sobreposta à paisagem. O Oriente, essa poeira psíquica boiando entre as estrelas, parecia prevalecer, lutando mais com as palavras. Último ato barthiano nas anotações: luta para erguer-se dentro de uma queda lúcida , mas de dobras complexas, escorregadia de frases e intervenções ao vivo, como numa gravura pontilhada de Doré.
Havia algo de fuliginoso, prático, bem encaixado e funcional para a vida do espírito, naquelas anotações, algo de olfatório e mudo, que guiava a linguagem binária ao seu paroxismo. SIM NÃO POSITIVO NEGATIVO. A inteligência binária, idem. A existência interna das coisas lhe escapava, anotava eu: ''pode descobrir que a luz é contínua e descontínua ao mesmo tempo, que a molécula do benzeno estabelece entre os seus seis átomos relações duplas e no entanto mutuamente exclusivas; admite-o, mas não pode compreende-lo, nao pode integrar ao seu próprio movimento a realidade das estruturas profundas que examina. Para o conseguir ser-lhe-ia necessário mudar de estado, seria preciso que outras máquinas diferentes das habitualmente usadas começassem a funcionar no cérebro, e que o raciocínio binário fosse substituído por uma consciência analógica que revestisse as formas e assimilasse os ritms inconcebíveis dessas estruturas profundas''.
O assunto não lhe escapava.
O Tibet parece ser para a comunidadei nternacional...
Ora , se li alguma coisa sobre o Tibet?
Tudo, mas o que é público é pouco.
O Tibet não pode ser resumido
com o conhecimento empírico:
Há Jungs, Groffs e poetas demais
advertindo: é necessário incorporar
na prática a meditação e a alquimia.
Os sacerdotes da ciência e da lógica
e seu exército de homens de negócios,
industriais, banqueiros, patrões de carro armado
etc., embora pertençam à realidade
próximo-cotidiana da FRATURA,
resultam-nos mais distantes
da rede interrogativa da galáxia
que o facho de Betelgeuse
ou o ''Identikit'' de Cassandra.
E o receio do choque, o desfile
do Oriente, vestígios do dilúvio,
o céu expulso do colégio,
o deserto abstrato anulado
pelas torres petrolíferas
enquanto os girassóis do quadro
bocejam de tédio, a presença
em atitude de resto de reserva.
KM
''Esses quatro hexagramas são, em seus elementos centrais, coerentes entre si quanto ao tema (recipiente, fosso, poço), e no que se refere ao conteúdo intelectual parecem ser significativos. Se um ser humano desse tais respostas, eu, como psiquiatra, teria de considerá-lo mentalmente sadio, pelo menos, com base no material apresentado.
De fato, eu não teria sido capaz de descobrir nada de delirante, de oligofrênico ou esquizofrênico nas quatro respostas. Diante da extrema antigüidade do I Ching e de sua origem chinesa, não posso considerar anormal sua linguagem arcaica, simbólica e floreada.
Ao contrário, eu teria felicitado essa hipotética pessoa pela amplitude de sua intuição do estado de dúvida que não chegara a expressar. Por outro lado, qualquer pessoa inteligente e versátil pode torcer tudo isso e mostrar como eu projetei os meus conteúdos subjetivos no simbolismo dos hexagramas. Semelhante crítica, ainda que catastrófica do ponto de vista do racionalismo ocidental, não afeta a função do I Ching.
Ao contrário, o sábio chinês me diria sorrindo: "Não percebe quão útil é o I Ching para fazer com que você projete num simbolismo abstruso seus pensamentos, até então não percebidos?''
ZURIQUE, 1949 C. G.JUNG
Armas que recuerdan las exigencias «desenmascaradoras» de la escuela de la sospecha.
El pasado, tal como nos es transmitido por la escritura -es decir, como pura idealidad, sin contaminaciones y mediaciones espurias con el presente, que se dan siempre en lo hablado-, conquista una paradójica simultaneidad con el presente. Una contemporaneidad que se contradistingue, además, por una fuerte transparencia, por una «evidencia» peculiar del escrito mismo; en resumen, por una voluntad de comunicar, que Gadamer acepta como si no encerrara prácticamente ningún problema: «En todo lo que nos ha llegado bajo la forma de escritura late una voluntad de persistencia, forjada por esa peculiar forma de permanencia que llamamos literatura. En ella no se nos entrega sólo un conjunto de monumentos y de signos. Al contrario, todo lo perteneciente a la literatura goza de una específica contemporaneidad con cualquier presente. Comprender la literatura no significa principalmente remontarse hasta una existencia pasada, sino participar, en el presente, de un contenido de lo expuesto» [xviii].
La voluntad reconstructiva desearía restituir en la interpretación el pasado en cuanto pasado, el origen en toda su integridad, la verdad objetiva de las intenciones del autor de un texto. Por su parte, las consideraciones de Gadamer, aunque dirigidas contra este intento, propenden a definir lo escrito, en cuanto vehículo de la tradición, en los términos de una idealidad abstracta del lenguaje. Al respecto, escribe Gadamer: «En lo escrito, el lenguaje alcanza su verdadera espiritualidad, ya que, ante la tradición escrita, la conciencia que comprende se eleva hasta una posición de plena soberanía. Ya no depende de nada extraño. De esta suerte, la conciencia que lee se encuentra potencialmente en posesión de la historia» [xix].
(.)
Ante este hacerse presente, puede entenderse mejor por qué Derrida se ha decidido a lanzar la hipótesis de una gramatología: la hermenéutica de una tradición que ya no es considerada como conjunto coherente de textos virtualmente simultáneos a nosotros, y transparentes a la lectura, sino como análisis de cesuras, de las discontinuidades, de la falta de transparencia fundamental de una traditio que ha cesado de pertenecernos o que jamás ha sido nuestra. Desde esta perspectiva, los objetos de la interpretación -antes que nada, los textos- no se ofrecen en su «verdadera espiritualidad», sino más bien en un estado de opaca materialidad, como «monumentos» o como «signos»; o como huellas que jamás podrán hacerse presentes, si queremos adoptar la terminología de Derrida. Y la operación hermenéutica no pretende ni reconstruir el pasado, como sucede en la escuela de la sospecha, ni integrarlo en el presente, según el modelo de Gadamer, sino que, al contrario, intenta de-construir una tradición compuesta por huellas y textos que nunca serán plenamente inteligibles.
De hecho, el objetivo fundamental de la deconstrucción consiste, propiamente, en pensar la diferencia, la distancia que separa nuestra interpretación de los objetos a los que sé aplica. La actividad hemenéutica se transforma, a estas alturas, en una pregunta sin respuesta; tiene valor, sobre todo, como ejercicio ontológico, como indicación de la inconmensurablidad del comprender respecto al objeto de la comprensión. «La interrogación -escribe Derrida en un ensayo sobre Lévinas- debe ser conservada. Pero como interrogación. La libertad de la interrogación (doble genitivo) debe ser afirmada y defendida. Permanencia fundamentada, tradición realizada por la interrogación que no deja de ser interrogación»[xxi].
Aquí, la tradición se mantiene sólo como objeto hermenéutico, como unidad temática de la interpretación; pero no ofrece, como sucedía en Gadamer, un criterio positivo de comprensión, una legitimación «histórica» (todo lo debilitada y no transparente que se quiera) del acto interpretativo. En relación a la hermenéutica re-constructiva o integradora, la de-construcción preconizada por Derrida se presenta como la disolución extrema del propósito de comprender auténticamente, de introducirse hasta el núcleo, si no de las cosas, al menos del lenguaje como tradición, depósito, repertorio de palabras-clave filosóficas.
(.)
El efecto más inmediato de la gramatología es, como hemos visto, la crítica respecto al «continuismo» gadameriano. En cierto sentido, Derrida empuña, contra la hermenéutica de la «integración», armas que recuerdan las exigencias «desenmascaradoras» de la escuela de la sospecha.
(.)
Maurizio Ferraris
Traducción de Luis de Santiago, en VATTIMO, G., ROVATTI, P. A. (eds.) El pensamiento débil, Cátedra, Madrid, 2000, pp. 169-191. Edición digital de Derrida en Castellano.
Perda da percepção. Dinheiro e comando
esfarelando-se em fricções exaustas,
sabendo-se expostos sem nenhum disfarce.
''O choque vem: oh, oh!
Expressões de riso: ah, ah!''
XIÀO: ''rir, sorrir''. Brutos trapiches
e gosto de derrota na boca,
pelo que a crise incitou nos
jornais: confisões, náusea.
A indecidível condição de espera
em que ela nos atirou. KONG:
''Temeroso, apreensivo'' e ZHI:
''Trazer, causar, resultar em''.
O temor diante de Deus é bom
quando o Trovão começa a se repertir
DEMAIS! A Comoção do auto-exame
recompensa os líderes da humanidade
despertando seus méritos.
Seis na segunda posição significa:
''O choque vem trazendo perigo'' e,
na terceira: ''O choque provoca
PERPLEXIDADE (Su)''. Há indicações
de eletricidade demais no ar, o Céu é
um EXTENSO OUVIDO, que
num raio de cem milhas
torna os homens cautelosos, exatos
nos menores detalhes, mas ainda
incapazes de solidariedade
(a posição é inadequada,
pois há muito que realizar).
O corpo deve mover-se sem egoísmo
e desaprender palavras que o fixam
para ''esclarecer-se'', pois os desejos
tornaram-se trastes débeis
que não o completam mais.
O Sete indica o retorno,
o necessário movimento da percepção
no lugar do Precipício, o trigrama nuclear K´AN.
O protesto das armas vai e vem,
bom e secreto, repelindo todos os artifícios
com a indecorosa mudez dos fatos.
Caminha-se constantemente em perigo,
mas a ''asiática'' também tem um lado bom,
amigo, de ouvir sem zombar
todas as ''croniquinhas do perigo''.
SHÈ: ''Espírito guardião do país''.
Ninguém para acabar com aquilo,
mas fluindo com firmeza, a partir
da posição central, a Quinta Posição.
O Seis na Quinta Posição governa
um espreitar temeroso ao seu redor.
O receio de deter-se, só para
''preservar-se'', o impele num puro vento,
caindo nas ondas, nas curvas da estrada,
nos atrozes meneios da rima.
Padece-se as consequências severas
deste agreste fervente, RESISTINDO e
CONVERSANDO! A todo momento
a Comoção oscila, mas alguns erros
são de fato evitados. Ninguém
pode compreender muito bem
porque a Sexta Linha permanece tranquila
(diferença de posição, CLARO!,
Independência que não poupa nada,
nenhuma possível meta, de sua
''conversa-fiada'' de alta precisão).
Nos leningrados comparativos da Musa
o Poeta tece-lhe o prêmio do Espaço,
o SUSTO --- estátua admirada agora
sem nenhum grau comparativo.
Rapidamente, o brinquedo do Poeta
torna-se uma praga bajulatória
indiscreta, que influi até na
''opinião dos banqueiros''.
Assim ele conduz o mundo
verbal das nações
a graus de encantamento
PERIGOSOS, ''contra a História'',
reclamam alguns.
Na porta, o temor dos preços
''indecifrados''
que a concorrência alega ser tenso,
é um mistério implícito
que sempre convoca ao DUELO.
KM
Não vão acreditar, nem saberão
sentir a boca tentando dizer
que a sombra do barco no mar
reivindicava a humanidade de seu metal
perante o Comitê de Vigilância e seu
cemitério de proporções comerciais.
Silencioso, casto metal, mas no melhor
estilo de um mau vendedor (dirão).
Agora, tentarão a zanga do protesto
sem alarde, ou, com mãos trêmulas,
oferecerão bebida aos levados à tumba?
Não: pedirão algo para acalmá-los
de verdade, costurando partes da voz
que se afoga no palco escuro, cheia
de artérias comerciais bloqueadas.
Velhacos! Ricos entendendo-se entre si.
Única chance contra aqueles Estados
dar certo: instalar a reivindicação
bem fundo, para que não reparem
quando ali costearmos de novo.
E tomar os nomes um por um.
Já nos disseram os nomes, e
imagino que nenhum deles
agia puritanamente, fazendo mira.
Herdade astral do mar, chegando
por onde se perdeu, no ritmo
do metal confiscado que o vento,
lagarto, soava no assunto alheio.
Sob a noite fria, os nervos do Sol
ainda tiritam, com sua palavra rude.
Surreal reformador do mundo,
ceifando todas as vantagens
com provas espectrais de vigilância,
abaixo do limiar comercial.
Renovação das trocas ou
trocadilhos de renovação?
Aqui, a quimera-ofídia da rota
duvida de todas as idéias largas
com conhecimento de causa: cheirando
perigosamente cada compensação
de quantidade na escuridão,
onde a carne treme, adiando
suas metas sem deixar vestígio...
enquanto uma literatura para cada minuto
acende lâmpadas sobre as aflições,
prolongando certo dilaceramento
alucinado nos poemas sobre negócios.
Todos difíceis, uma imagem da força
mental madura, que se gaba
nas encruzilhadas, estalando seu riso.
E o que sobra sob o riso vibrante
algumas atrizes recolhem
da terra tremida, exclamando:
''Oh Meu Deus(!), Ele confundiu
TUDO, e restringiu as intenções
mais belas de nossa sensibilidade
com criaturas feitas de letras''.
Para o bem da Arte, certamente.
Deveriam desejar-me mais mal?, e
escapar numa mala cheia de ilusões
rumo à América? Só pretensões.
Sabemos que contra o muro,
estampilha de impostos,
nem sempre foi assim; e que
esses líquenes sobre o muro
reagem à minhas risadas,
à distância. Sombra atroz
que ninguém responde,
que trunca, embaraça
todos os desejos e tronos
num plausível cúmulo de
insatisfação intelectual.
Ultra-fértil em sugestões,
é o que faz correr todo entulho
planejado, entre notícias e
atos governamentais; entre o
ruído e o caos, o ziguezague
de seus ideais de jornada
fraudulenta, de suas dúvidas
e escolhas engraçadas,
vomitando nos braços públicos.
Corre, sabemos que precisa escolher!,
e escolhe-se, ficando do lado certo,
conversando em fluxo, absorto...
O homem sai, a natureza entra.
Muda, sua palavra é imensa!
O Poeta se afasta, improvisando
restrições humanas que zunem
num rápido roubo, rapto
de luz errante, enervando
todos os termômetros
enquanto o mar golpeia
de todos os lados.
Aqui, não é muito tranquilo
chegar à uma decisão.
KM